sexta-feira, 26 de junho de 2009

Sou uma placa fotográfica prolixamente impressionável...

...Todos os detalhes se me gravam desproporcionalmente a haver um todo. Só me ocupa de mim. O mundo exterior é-me sempre evidentemente sensação. Nunca esqueço o que sinto.

Pessoa, como Bernardo Soares, no Livro do Desassossego.


Identifiquei-me um certo bocado com a “depressão calma e suave” que moveu Pessoa pelas páginas de seu livro-mosaico. “Depressão”, vá lá, é uma expressão forte; esse primeiro semestre quebrou alguns eixos em que eu jazia, o que me criou um certo descontentamento, uma petit tristesse, um hiato em que eu contrabalanceio todos os ganhos e perdas no (ou na?) Razão. Mas é uma tristeza boa. Introspectiva, inquietamente calma. Contemplativa.


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